segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um Presente "de grego" para o Indio

Para os índios Suruí, que vivem na reserva indígena Sete de Setembro, na divisa entre os Estados de Rondônia e Acre, levar uma vida tradicional na floresta não é incongruente com as modernas tecnologias – ao contrário, uma fortalece a outra. "Floresta em pé é qualidade de vida para o ser humano. Eu acho que nossa aliança com a internet é muito importante porque facilita e possibilita que a comunicação fortaleça politicamente nosso povo", diz o líder indígena Almir Surui, de 35 anos. Iphone, notebook são suas novas ferramentas de diálogo.




Muitas das tribos que existiam à época de Cabral desapareceram, quer absorvidas na sociedade dos colonizadores, quer dizimadas pela violência a que os índios em geral foram submetidos durante os últimos cinco séculos. E infelizmente essa violência perdura até o século XXI, através da mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

No dia 19 de Abril, se comemora o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Infelizmente para eles, apesar de alguns agregarem novas tecnologias, não há muito o que comemorar. A inundação de terras a través da construção da Usina de Belo Monte é uma das formas atual dessa violência contra os povos indígenas.

Aldeias do Xingú se movimentam e preparam ainda manifestações onde deve ser erguida usina, no Pará. Nesta terça-feira (20), será realizado o leilão do consórcio.  Dois consorcios estão na disputa pela obra. De outro lado indios, entidades preservacionistas contra mais esse ato de violência contra nossas florestas.


Os indígenas da Amazónia consideram-na a "mãe-das-árvores", as suas raízes tubulares são também chamadas de sapobembas, que em determinadas épocas rebentam irrigando toda a área em torno dela e o reino vegetal que a circunda. É conhecida como "Árvore da Vida" ou a "escada do céu", o seu diâmetro de porte belo e majestoso unido às sapopenbas (raízes), muitas vezes formam verdadeiros compartimentos, transformados em habitações pelos indígenas, caboclos e sertanejos. Ao sobrevoar a região amazónica, qualquer um, mesmo sem conhecer a árvore é capaz de a identificar e captar a sua energia. A sua altura, porte e beleza é o destaque na imensidão da flora amazónica. Quanto de nossa diversidade não se perderá com essa usina!

2 comentários:

Barbara Bastos disse...

Amei seu texto e as reflexões que trouxe.
Olha, o teu blog foi selecionado por nossa equipe e está entre os ganhadores do Selo Ideias do mês de março. Passa no http://ideiasdebarbara.blogspot.com, clica em SELO e confere.
Bjs

Edilza Nascimento disse...

Muito me honra a indicação. Agradeço desde já.
abs,
Edilza