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terça-feira, 1 de junho de 2010

Elas florescem no inverno

Iris reticulata - aparecem geralmente a partir de final do inverno para primavera. Sua flores variam de azul claro ao violeta profundo com toques central amarela no meio de cada pétala.

Os detalhes destas flores são incríveis, cada uma com seis pétalas longas.  Metade deles são retos e os outros são ligeiramente curvos. Isto lhe dá uma aparência exclusiva que o diferencia de muitos outros tipos de flores ao seu redor.



Iris L. é um género de plantas com flor, muito apreciado pelas suas diversas espécies, que ostentam flores de cores muito vivas. São, vulgarmente, designadas como lírios, embora tal termo se aplique com mais propriedade a outro tipo de flor.

É uma flor muito frequente em jardins. O termo íris é compartilhado, contudo, com outros géneros botânicos relacionados, da família Iridaceae. O termo pode ainda aplicar-se a uma subdivisão neste género. fonte wkp



Galanthus
É frequente em regiões de inverno rigoroso, onde há propensão à geadas. Esse gênero só floresce nessa época e deve ser plantada no outono.





Narcisos - narcissus cyclamineus -  A sabedoria popular diz que o início da sua florada revela o término das condições adversas do frio. Atingem cerca de 20 cm de altura e produzem flores de pétalas estreitas e douradas. Quando agrupadas várias plantas em recipientes grandes, criam um belo arranjo.
O caule da planta inclina-se antes da flor, pendendo de forma a que a flor esteja virada para baixo em vez de para cima. Um outro mito disseminado, isto se dá porque Narciso, o personagem mitológico, estava  olhando  para baixo , para o seu próprio reflexo, quando foi transformado na flor. Senão, o caule estaria direito e firme. É originária de Portugal e pertence à família das  Amaryllidaceae.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seu jardim florido em todas as estações

No Inverno

As Brancas: Lírio (lillium speciosum ) planta bulbosa de até 1,20m muito usada para bordadura e maciço. Prefere a meia-sombra. Clerodendro (clerodendrum fragrans) arbusto de sol-pleno que atinge até 1,80 metros;  Viuvinha (petrea subserrata 'alba') trepadeira que tanto pode vegetar na meia-sombra como em sol-pleno, muito usada em cerca e grades.



As Amarelas - Narciso (narcissus cyclamineus) bulbosa de sol-pleno usado para maciço; Cipó-de-São-João (pyrostegia venusta) trepadeira  que atinge até 10 metros ,  de sol-pleno muito usada em cercas e pérgolas;  Vara-dourada  (solidago canadensis) para ser usada como maciço  de sol-pleno atinge até 1,20 metros.


As Azuis - Lupino (lupinus polyphyllus)  usada como maciço ao sol-pleno; Viuvinha (petrea subserrata) trepadeira de até 5 metros, para cercas e grades á meia-sombra; Lantana (lantana lundiana) arbusto de até 1,20 utilizada isolada ou como maciço à

As Vermelhas - Magnólia (magnolia lilliflora) arbusto para usar como exemplar isolado a sol-pleno que pode atingir até 3 metros;  Clerodendro (clerodendrum splendens) trepadeira usada em grades e muros que atinge até 4 metros, preferindo sol-pleno; Prímula (primula obconica) usada como bordadura  a sol-pleno. Agora minha preferida: Narciso


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Á Sombra do Pessegueiro em Flor

No inverno, além das azaléias, do ipê, das bromélias, há a singela beleza do pessegueiro com suas flores rosadas e seus galhos lisos. No inverno, além das azaléias, do ipê, das bromélias, há a singela beleza do pessegueiro com suas flores rosadas e seus galhos lisos. Lembrei-me então do poeta que lia muito na minha adolescência. Mais precisamente desse poema:

12 de Setembro - Álvares de Azevedo

I
O sol oriental brilha nas nuvens,
Mais docemente a viração murmura
E mais doce no vale a primavera
Saudosa e juvenil é toda em rosa...
Como os ramos sem folhas
Do pessegueiro em flor.

Ergue-te, minha noiva, ó natureza!
Somos sós — eu e tu: — acorda e canta
No dia de meus anos!

II
Debalde nos meus sonhos de ventura
Tento alentar minha esperança morta
E volto-me ao porvir...
A minha alma só canta a sepultura
E nem última ilusão beija e conforta
Meu ardente dormir...

III
Tenho febre... meu cérebro transborda.
Eu morrerei mancebo, inda sonhando
Da esperança o fulgor...
Oh! cantemos ainda: a última corda
Treme na lira... morrerei cantando
O meu único amor!

IVpessegueiro com suas flores rosadas e seus galhos lisos.
Meu amor foi o sol que madrugava
O canto matinal da cotovia
E a rosa predileta...
Fui um louco, meu Deus, quando tentava
Descorado e febril nodoar na orgia
Os sonhos de poeta...

V
Meu amor foi a verde laranjeira
Que ao luar orvalhoso entreabre as flores,
Melhor que ao meio-dia,
As campinas, a lua forasteira,
Que triste, como eu sou, sonhando amores
Se embebe de harmonia.

VI
Meu amor!... foi a mãe que me alentava,
Que viveu e esperou por minha vida
E pranteia por mim...
E a sombra solitária que eu sonhava
Lânguida como vibração perdida
De roto bandolim...

VII
Eu vaguei pela vida sem conforto,
Esperei o meu anjo noite e dia
E o ideal não veio...
Farto de vida, breve serei morto...
Não poderei ao menos na agonia
Descansar-lhe no seio...